terça-feira, 28 de julho de 2015

"Como são diferentes as mãos ternas das mãos que desejam a posse! A ternura não deseja nada. O beijo terno apenas encosta o lábios... O olhar terno deseja que aquele momento seja eterno. Daí o seu cuidado, a voz que fala baixo, a mão que tateia, o mover-se vagaroso: para que o encanto da imagem não se quebre..."(Rubem Alves -Ostra feliz não pérola)               

domingo, 26 de julho de 2015

Colando Ladrilhos

Tenho lembrado constantemente um pensamento enraizado há tanto tempo em mim: quando a sua vida foi um moto-continuo por chegadas e rápidas partidas, sem entendimentos, você não tem tempo de se afeiçoar às pessoas, só e tão apenas as vê. Sim, eu as vi desde que nasci, mas não participei. Foi quase que comparado a uma estação. Você senta e pode ficar quanto tempo quiser, passos ecoam aqui e ali, vultos aparecem, desaparecem, mas ninguém fala, ninguém a toca, alguns apressam-se imaginando 'que louca pessoa fica ali o tempo todo...' Nessa roda do nada, nos consideramos um nada, em ninguém confiamos, crescemos amedrontadas, não gritamos se açoitadas e ainda atraímos seres fantasiados, ou seja nada. 
Não serei ingrata e devo dizer que lembro de alguns momentos de ternura, e eis a questão, os ternos que ainda restaram na infância também se foram do mundo. 
Cresci com o pensamento firme, de ser alguém de honra, ter um sustento meu, amar e me doar a um único filho, mesmo que não fosse meu. Deus na sua Infinita Bondade assim atendeu. Entretanto permanece um vazio sem fim, algo não se completa, vivo sempre mentalmente passeando colando meus ladrilhos pra ver se encaixam. Só hoje decidi seguir um conselho que me foi dado há muito tempo atrás : _"Pega os teus parcos centavos e viaje para o teu passado, faz em vida, senão só o conhecerás quando também já tiveres ido deste." Sim eu decidi, e isso já é um final feliz!(elpis)           

sábado, 25 de julho de 2015

Ah ! o medo esse ser tão corrosivo...
Essa eterna intolerância só pode ser o medo.
Medo de perder, medo de perder-se, medo de deixar a bondade se acomodar num canto da alma,
exibir sabedoria, se apossar da calma como mestre guia.
Ah ! o medo de deixar a emoção tomar lugar do superficial, deixar que a lua se desnude e permitir-se ver na poeira das estrelas esse infinito imenso de amor.
O medo de deixar acontecer e seguir em frente. O medo dos dias, o medo do tempo o medo do meio, essa prática teimosa de não tolerar é o medo de jogar fora o disfarce, largar a arrogância sem dar-se tanta importância e não mais desfilar vitórias.(elpis)

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Ergue o olhar para o céu, veja a lua desnuda, observe o brilho das estrelas elas estão lhe chamando. Abra um lindo sorriso, vista a sua roupa brilhante, saia por aí sem destino, encontre alguém para dançar, desbrave o mistérios da noite, amanhã com o brilho do sol, você se encontrará sonhando.(elpis)



quinta-feira, 23 de julho de 2015

"Às vezes, me sinto como se estivéssemos todos presos num filme. Sabemos nossas falas, onde caminhar, como atuar, só que não há uma câmera." (Charles Bukowski)

sexta-feira, 17 de julho de 2015

"É hora de embriagar-se!
 Então, para não ser os escravos martirizados 
 do Tempo,
 embriague-se;
 embriague-se sem parar!
 De vinho, de poesia ou de virtude, 
 como quiser."  (Jean Paul Sartre)

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Coragem é tudo que eu peço
o que foi visto, 
ouvido e vivido
já foi esquecido
agora... já é outrora 
e ainda estou aqui.
Retornei desencantada
asa quebrada 
não consigo voar
é preciso resgatar o céu
meu lugar não é o chão
Só quero
mais perfume 
das flores
calor amigo do sol
espreitar o vento
então me farei coragem
voarei com liberdade 
para o meu espaço sem fim.(elpis)