Ultimamente e corriqueiramente leio e ouço comentários sobre inveja "boa". Penso ter sido ele modernamente adotado como uma expressão elogiosa (?), por mais que queira aceitá-lo, não encontro outra explicação que não seja a de uma atitude mentirosa disfarçada como politicamente correta. Como alguém diz ter uma inveja e que a própria seja "boa"? Aprendi desde o berço que a inveja é um dos sete pecados capitais( segundo a tradição religiosa católica). Não aceito o errôneo conceito do termo "pecado", mas da instabilidade emocional não percebida pela consciência humana individual. A cada um cabe o seu poder de julgamento sobre seus atos de caráter. O que me causa estranheza e susto é ouvir de alguém que sente uma inveja "boa"; seria como se fôssemos o responsável direto das frustrações daquele indivíduo que nem ao menos está sendo capaz de confessar a sua maldadesinha venenosa.... além disso, claramente hipócrita. A intenção e a palavra devem andar juntas e de modo específico, aqui o correto seria usar o simples termo admiração; é amplamente elogiável e sem nenhum significado de constrangimento e fraqueza. Admirar é louvável para ambos, admirador e admirado.(elpis)
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
terça-feira, 6 de agosto de 2013
"Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que
quase me deixa exausta. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o
corpo todo. Eu sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. Por isso,
não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa.
Venha a mim com corpo, alma, vísceras, e falta de ar..." (Clarice Lispector)
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
“Foi um dia memorável, pois operou grandes mudanças em mim. Mas isso se
dá com qualquer vida. Imagine um dia especial na sua vida e pense como
teria sido seu percurso sem ele. Faça uma pausa, você que está lendo, e
pense na grande corrente de ferro, de ouro, de espinhos ou flores que
jamais o teria prendido não fosse o encadeamento do primeiro elo em um
dia memorável.” (Charles Dickens - Grandes esperanças)
domingo, 4 de agosto de 2013
Sempre que vou embora tenho a sensação de que não fiz todas as perguntas. Vou sentindo falta de alguma resposta que me convença que valeu ter estado naquele lugar, ou com determinada pessoa. Carrego o peito vazio e a ansiedade de voltar para ali saciar o todo que me completaria. Longe questiono-me e concluo que foi a enorme magia que vivi que me afasta cada vez mais do retorno. A magia verdadeira é assim, intensa e rápida para não terminar com a alegria ilusória do nosso possível regresso! (elpis)
sábado, 3 de agosto de 2013
A saudade é algo que trazemos escondido e como escolha nossa. A carregamos junto diariamente e constantemente; pode nos assaltar repentinamente, mesmo distraídos em alguma outra circunstância ela comparece porque tem qualquer coisa de amor. Seja um cheiro, um som, um lugar despertando alguma sensação boa ali está ela, embora carregada de melancolia é somente nossa.
Não acredito em má saudade, acredito em má lembrança. Fatos assombrosos são deletados do nosso coração, pode ficar o registro no nosso cérebro, mas o que escondemos e guardamos com carinho é a saudade.
A minha saudade tem hora certa da sua apresentação, durante o dia raramente a encontro, à noite, após um relaxamento, calmamente ela aparece com rostos. Nos cumprimentamos, eu fecho os meus olhos relembro as conversas, procuro adormecer para acordar fazendo de conta que nada, nunca, aconteceu.(elpis)
Não acredito em má saudade, acredito em má lembrança. Fatos assombrosos são deletados do nosso coração, pode ficar o registro no nosso cérebro, mas o que escondemos e guardamos com carinho é a saudade.
A minha saudade tem hora certa da sua apresentação, durante o dia raramente a encontro, à noite, após um relaxamento, calmamente ela aparece com rostos. Nos cumprimentamos, eu fecho os meus olhos relembro as conversas, procuro adormecer para acordar fazendo de conta que nada, nunca, aconteceu.(elpis)
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
O Dom Milagroso de um Grande Amor
" Na vida de toda a gente há braçadas floridas dessas tolices sem importância. Só a raros eleitos é dado o milagroso dom de um grande amor. Eu teria muita pena que o destino não me trouxesse esse grande amor que foi o meu grande sonho pela vida fora. Devo agradecer ao destino o favor de ter ouvido a minha voz. Pôr finalmente, no meu caminho a linda alma nova, ardente e carinhosa que é todo o meu amparo, toda a minha riqueza, toda a minha felicidade neste mundo. A morte pode vir quando quiser : trago as mãos cheias de rosas e o coração em festa: posso partir contente." (Florbela Espanca)
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