Quando jogamos uma pedra no lago,
crispam-se ondas nas suas águas tranquilas.
Impossível virar as costas para elas,
afinal causamos alguns efeitos, da mesma forma estão nos respondendo.
Assim como nos humanos,
quinta-feira, 16 de maio de 2013
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Respeito Muito o Homem que Chora
"Há um tipo de
choro bom e há outro ruim. O ruim é aquele em que as lágrimas correm sem
parar e, no entanto, não dão alívio. Só esgotam e exaurem. Uma amiga
perguntou-me, então, se não seria esse choro como o de uma criança com a
angústia da fome. Era. Quando se está perto desse tipo de choro, é
melhor procurar conter-se: não vai adiantar. É melhor tentar fazer-se
de forte, e enfrentar. É difícil, mas ainda menos do que ir-se tornando
exangue a ponto de empalidecer.
Mas nem sempre é necessário tornar-se forte. Temos que respeitar a nossa fraqueza. Então, são lágrimas suaves, de uma tristeza legítima à qual temos direito. Elas correm devagar e quando passam pelos lábios sente-se aquele gosto salgado, límpido, produto de nossa dor mais profunda.
Homem chorar comove. Ele, o lutador, reconheceu sua luta às vezes inútil. Respeito muito o homem que chora. Eu já vi homem chorar." (Clarice Lispector)
Mas nem sempre é necessário tornar-se forte. Temos que respeitar a nossa fraqueza. Então, são lágrimas suaves, de uma tristeza legítima à qual temos direito. Elas correm devagar e quando passam pelos lábios sente-se aquele gosto salgado, límpido, produto de nossa dor mais profunda.
Homem chorar comove. Ele, o lutador, reconheceu sua luta às vezes inútil. Respeito muito o homem que chora. Eu já vi homem chorar." (Clarice Lispector)
terça-feira, 14 de maio de 2013
Por efeito de sincronia, ou seja lá o nome que possamos dar, hoje li que As Mãos são "A Maior Base Temática de Poemas em Língua Portuguesa."-( Retirado de Citador), justamente a parte do corpo humano que mais me encanta em qualquer pessoa. Na literatura há uma variedade imensa de poemas e escritos maravilhosos sobre as mãos, com certeza elas despertam em muitos a mesma admiração que tenho por elas. Não me detenho em suas múltiplas finalidades e funcionalidades na vida, mas da beleza estética isolada do resto do corpo. Elas não necessitam de rosto para expressarem algo, poderia fazer uma analogia entre ambos que estaria correndo o risco de estar, no mínimo, poetizando, não é o caso. Quero-as isoladas expressas como me aparecem emocionalmente. Mãos são sempre elegantes e sofisticadas, independente de sexo, etnia, idade ou tamanho. Sou exímia observadora e admiradora de mãos em qualquer situação: estáticas, paradas, agitadas, contraídas, abertas, enfim mãos me fascinam, inclusive as minhas.Você já olhou as suas mãos, olhou-as de fato?
Elas parecem falar, cantar, dançar, pedir, sorrir ou mesmo chorar. Elas parecem ter as mesmas batidas do nosso coração.
Com as mãos tocamos as pessoas mostrando a importância que estamos dando a elas. Nelas, nas nossas mãos, concentramos toda a nossa energia, e de alguma forma ela procura toques para compartilhar a força do amparo. O toque das nossas mãos, no outro, demonstra o desejo de transmitir cuidado, amor e sentimento. As mãos são às boas vindas de calor humano e atenção. Mãos dadas, significa o início de uma jornada importante, com dedicação, proteção, orientação e carinho. Eu não consigo falar sem a presença constante das minhas mãos; agito-as enquanto falo, parecem duas bailarinas no compasso das palavras emitidas: bailam de alegria, desabafo, raiva, entendimento, pedido, ou em estado de graça.
Aprecie suas mãos, olhe-as demoradamente, observe o quanto elas foram importantes na sua vida, elas trazem os sinais mais autênticos que ocorreram com você, a sua história pessoal. Embora existam tantas preciosidades na Literatura exaltando as mãos, uma em especial guardo no centro do meu coração, porque criança ouvia meu querido pai cantarolar diariamente, e cuja letra coloco abaixo. Finalmente penso : não é por acaso que oramos de mãos postas ao reverenciarmos o Universo.(elpis)
"Nas tuas mãos guardei meu sonho,
Nas tuas mãos deixei bondade;
Alegre sonho, ficou tristonho,
Nas tuas mãos virou saudade.
Nas minhas mãos o teu perfume,
Nas minhas mãos o teu cabelo;
O meu ciúme, o meu queixume,
Nas minhas mãos um triste apelo.
As tuas mãos estão mais frias,
Estão vazias de meus beijos;
As minhas mãos, talvez não sintas,
Estão famintas de desejos.
Nas minhas mãos a despedida,
Nas tuas mãos a minha vida..." (Luiz Antonio)
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Antes de Amar-te Eu nada Tinha
Antes de amar-te, amor, eu nada tinha:
vacilei pelas ruas e pelas coisas:
nada contava nem tinha nome:
o mundo era do ar que aguardava.
Conheci salões cinzentos,
túneis habitados pela lua,
hangares cruéis que se despediam,
perguntas que teimavam sobre a areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
caído, abandonado e abatido,
tudo era inalienavelmente alheio,
tudo era dos outros e de ninguém,
até que a tua beleza e a tua pobreza
encheram o outono de presentes.
(Pablo Neruda)
vacilei pelas ruas e pelas coisas:
nada contava nem tinha nome:
o mundo era do ar que aguardava.
Conheci salões cinzentos,
túneis habitados pela lua,
hangares cruéis que se despediam,
perguntas que teimavam sobre a areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
caído, abandonado e abatido,
tudo era inalienavelmente alheio,
tudo era dos outros e de ninguém,
até que a tua beleza e a tua pobreza
encheram o outono de presentes.
(Pablo Neruda)
domingo, 12 de maio de 2013
sábado, 11 de maio de 2013
Minha sombra é fiel aliada sobre como estou me sentindo. Sempre que
preciso avaliar meu estado de ânimo observo-a rápida e disfarçadamente.
Se ela me aparecer cabisbaixa, ombros caídos e traseiro para frente,
rapidamente ergo a cabeça, corrijo os ombros, estufo o peito, empino o traseiro e digo a ela : Mundo, aqui ainda estamos nós, eu e a minha história! (elpis)
sexta-feira, 10 de maio de 2013
"Quem
está pronto para empreender a exploração chamada verdade tem que estar
pronto também para cometer muitos erros, equívocos - tem que ser capaz
de arriscar.
Pode extraviar-se mas é assim que chega. Perdendo-se muitas vezes é que se aprende como não se perder.
Cometendo muitos erros é que se aprende o que é um erro e como não cometê-lo.
Estando ciente do que é um erro é que se chega cada vez mais perto da verdade.
Trata-se de uma exploração pessoal; você não pode depender das conclusões dos outros."
Osho, em "Coragem: O Prazer de Viver Perigosamente"
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